Quantos lembretes mandar antes de uma consulta
Três mensagens, três problemas diferentes. Quem manda um só está tratando um deles e torcendo pelos outros dois.
Três tipos de falta
Falta não é um fenômeno único, e é por isso que a pergunta quantos lembretes? não tem resposta antes de você separar os casos. Existem três, e eles quase não se sobrepõem.
O primeiro é a falta decidida com antecedência: o paciente já sabe há dias que não vai. Viagem, mudança de escala no trabalho, o problema melhorou. Ele não avisa por inércia — avisar dá trabalho e envolve uma conversa. Nenhum lembrete no dia anterior recupera esse horário, porque no dia anterior já não dá tempo de reocupar.
O segundo é o esquecimento: marcou há três semanas, anotou em lugar nenhum, e o dia chegou sem que a consulta existisse na cabeça dele. É a falta que qualquer lembrete resolve, e é por isso que a primeira mensagem que uma clínica passa a mandar sempre parece milagrosa. É também a razão pela qual o segundo lembrete parece dar retorno bem menor: o problema fácil já foi embora no primeiro.
O terceiro é a desistência no dia: acordou mal, choveu, o trânsito, a criança. Aqui não há muito a fazer por mensagem, e a maior parte do que ainda dá para recuperar vem de reduzir o atrito — mandar o endereço junto, dizer que dá para remarcar em um toque, deixar claro que ninguém vai brigar.
A sequência que cobre os três
Horários pensados para o Brasil: manhã de dia útil tem a maior taxa de leitura, e ninguém quer receber mensagem de consultório às nove da noite.
- 1
Sete dias antes, de manhã
Este é o lembrete que produz receita, e é o que quase ninguém manda. Ele existe para a falta decidida com antecedência: se a resposta for não vou poder, ainda há uma semana para outra pessoa ocupar o horário.
Precisa oferecer a saída explicitamente. Responda 2 se precisar remarcar converte muito mais do que um lembrete que só informa.
- 2
Véspera, entre nove e onze da manhã
Confirmação ativa: 1 para confirmar, 2 para remarcar. Manhã de propósito — dá o dia inteiro para a pessoa responder e para a recepção reagir a quem não respondeu.
Sem resposta até o fim da tarde, o horário aparece marcado como incerto na lista do dia seguinte. Não é falta ainda; é um horário para a recepção olhar primeiro.
- 3
Três horas antes
Curto, com endereço e horário. Não pede confirmação: quem já confirmou não deve ser obrigado a confirmar de novo, e quem não confirmou não vai começar agora.
Três horas é o intervalo que dá tempo de sair de casa e é tarde o bastante para o dia já ter começado. Uma hora antes é tarde para quase todo mundo que precisa se deslocar.
Se você só puder mandar uma, mande a de sete dias — é a única que ainda pode virar receita em vez de apenas evitar perda.
O que cada mensagem faz, e o que ela não faz
A mesma sequência lida por tipo de falta. A última coluna é a razão pela qual a quarta mensagem não entra.
| Mensagem | Resolve | Não resolve | O que ganha de fato |
|---|---|---|---|
| 7 dias antes | Falta decidida com antecedência | Esquecimento no dia | Tempo para reocupar o horário |
| Véspera de manhã | Esquecimento e dúvida de horário | Quem já decidiu não ir e não responde | Uma lista de horários incertos |
| 3 horas antes | Esquecimento no mesmo dia | Desistência por mal-estar ou chuva | Redução de atraso, além de falta |
| Quarta mensagem | Quase nada de novo | Tudo que as três anteriores não pegaram | Irritação, e pedido para parar de mandar |
Fonte: Classificação construída a partir da sequência padrão deste projeto e dos tipos de falta descritos acima. Qualitativa.
A última linha é a mais importante da tabela. O retorno de cada mensagem cai rápido, e a quarta costuma custar mais em reputação do que rende em presença.
Perguntas frequentes
E se o paciente não responder nenhuma das três?
Vale mandar lembrete no domingo para consulta de segunda?
Posso mandar as três por WhatsApp?
Consulta marcada para daqui a dois meses precisa de mais avisos?
Os textos das três mensagens
Prontos, com as omissões deliberadas explicadas linha a linha.