Os quatro identificadores que aparecem num Pix
Definidos em relação uns aos outros, que é como eles fazem sentido — isoladamente cada um parece o mesmo campo.
- txid
- Campo que quem recebe define ao gerar uma cobrança. É onde entra o número do seu pedido, da sua nota ou da sua fatura. Existe quando a cobrança foi criada como QR dinâmico ou via API; não existe quando o cliente simplesmente digitou a sua chave. É o único campo desta lista que serve para conciliação automática, porque é o único que você controla.
- end-to-end id
- Código gerado pela instituição de origem no momento do envio, único para cada transação do arranjo inteiro. Sempre existe, inclusive em chave estática. Ele identifica a transação, não o motivo dela: serve para rastrear, contestar e abrir chamado, e não serve para saber a que cobrança sua o dinheiro se refere.
- Chave Pix
- Apelido que aponta para uma conta — CPF, CNPJ, telefone, e-mail ou chave aleatória. Identifica onde o dinheiro cai, e nada além disso. Uma chave por cliente é a forma caseira de recuperar identificação sem QR dinâmico, e funciona até o limite de chaves da conta.
- Descrição
- Texto que quem paga digita, opcional, limitado em tamanho e às vezes truncado na exibição. É o campo em que todo mundo aposta e o único cujo preenchimento depende inteiramente de outra pessoa lembrar.
- QR dinâmico
- Código gerado por cobrança, com valor e txid já embutidos, e com validade. É o mecanismo que transforma um Pix em algo conciliável sozinho. O custo é que ele precisa ser gerado a cada cobrança — por um sistema, um PSP ou a API do seu banco — em vez de ser um código impresso uma vez e colado na parede.
Também chamado de: identificador da transação · id da cobrança
Veja também: QR dinâmico
Também chamado de: e2eid · identificador ponta a ponta
Veja também: txid
Também chamado de: chave estática
Também chamado de: campo livre · mensagem
Os nomes variam entre bancos: o mesmo campo aparece como "identificador", "id da transação" e "código da operação" em interfaces diferentes. Quando estiver em dúvida, o end-to-end id é o comprido, com data embutida; o txid é o que você mesmo escreveu.
Qual usar em cada situação
A pergunta prática que sempre volta: tenho um problema, cito qual número?
| Situação | txid | end-to-end id |
|---|---|---|
| Casar o recebimento com a sua cobrança | É exatamente para isso | Não ajuda: não diz respeito à sua cobrança |
| Abrir chamado no banco sobre uma transação | Costuma não ser aceito | É o número que o atendimento pede |
| Pedir devolução ao pagador | Irrelevante | Necessário, é o vínculo entre envio e devolução |
| Recebimento em chave estática | Não existe | Existe sempre |
| Provar para o cliente que o pagamento chegou | Só se você emitiu a cobrança | Sim, e é o que aparece no comprovante dele |
A quarta linha é a que resume o problema inteiro desta categoria: o identificador útil para conciliar é justamente o que não existe no jeito mais comum de receber.
Por que a confusão persiste
Os dois campos aparecem lado a lado no mesmo comprovante, os dois são sequências longas de letras e números, e nenhuma interface de banco explica a diferença. Em vários aplicativos, o rótulo mostrado é simplesmente "identificador", sem dizer qual dos dois.
A regra prática que funciona: se você conseguiu escolher o conteúdo, é txid. Se o número apareceu sozinho, é end-to-end id. O primeiro responde do que se trata este pagamento; o segundo responde qual pagamento é este. São perguntas diferentes, e quase toda dor de conciliação vem de tentar responder a primeira com o número que responde a segunda.
Perguntas frequentes
Consigo definir txid em Pix por chave estática?
O end-to-end id é sempre o mesmo formato?
Preciso guardar esses números?
Na prática, com extrato na mão
Quais campos abrir e em que ordem, quando o nome não resolve.