Antes de preencher
Quase todo mundo erra o segundo campo para baixo. A razão é simples: você lembra dos recebimentos que bateram de primeira, porque foram rápidos, e esquece dos que exigiram abrir o comprovante, procurar o nome, achar que era um cliente e descobrir que era outro. Esses últimos ocupam o tempo e não ocupam a memória.
Se você nunca contou, conte por um mês antes de confiar no número. Uma marca ao lado de cada recebimento que exigiu mais que um olhar é suficiente.
A conta
Roda no seu navegador. Nada é enviado a lugar nenhum.
Tudo que cai, inclusive o que é óbvio.
Não é o que você nunca resolve. É o que exigiu mais que um olhar.
Contando os que você volta a olhar depois e a mensagem que manda perguntando.
Use o valor que você cobra. Esse tempo sai de trabalho faturável, não de tempo livre.
- Recebimentos que dão trabalho
- 19
- Horas por mês
- 2,2 horas
- Custo por mês
- R$ 196
- No ano
- R$ 2.356
Com 85 Pix por mês e 22% que não batem de primeira, são 19 recebimentos exigindo trabalho. Sete minutos em cada um dá 2,2 horas por mês. A R$90 a hora, isso custa R$196 por mês, ou R$2.356 no ano — contra uma ferramenta de R$39.
Premissas por trás destes números
- O valor-hora é o que aquele tempo renderia, não custo de salário. Para quem fatura sozinho as duas coisas coincidem e o número fica alto.
- A conta ignora o custo do erro. Pagamento alocado no cliente errado aparece semanas depois como cobrança indevida, e isso custa muito mais que sete minutos.
- Ela supõe que o trabalho é feito. Na prática ele se acumula e vira uma sessão única e sofrida no fim do mês, que é mais lenta por item do que o modelo sugere.
- Também ignora que a mesma tarefa custa mais caro em algumas semanas — a que antecede o fechamento contábil, por exemplo.
Se o resultado anual ficar abaixo do preço de uma assinatura, a resposta honesta é continuar na planilha. O link para ela está logo abaixo.
Onde a conta costuma cair, por porte
Três perfis reais de quem recebe por chave estática, com os números que costumam aparecer.
| Perfil | Pix por mês | Não batem de primeira | Horas/mês | Custo anual estimado |
|---|---|---|---|---|
| Prestador de serviço sozinho | 20 a 40 | 15% | menos de 1 | abaixo de R$1.000 |
| Estúdio ou consultório de 3 a 5 pessoas | 80 a 150 | 20% a 30% | 2 a 6 | R$2.000 a R$6.000 |
| Comércio pequeno com recebimento diário | 300 a 800 | 10% a 20% | 6 a 18 | acima de R$8.000 |
Fonte: Faixas montadas a partir de conversas com prestadores e pequenos comércios brasileiros e de volumes típicos de extrato, agosto de 2026. São ordens de grandeza para conferir o seu próprio número, não referência de mercado.
A primeira linha é a mais importante desta página: se você está nela, nenhuma assinatura se paga, e a planilha gratuita resolve o seu caso.
O que fazer com o número
Três leituras possíveis do resultado
Se deu menos de mil reais por ano, o número está dizendo que este não é um problema seu. Baixe a planilha, crie uma chave separada para trabalho e não gaste mais atenção com o assunto — nenhuma assinatura se paga nessa faixa, e fingir o contrário seria vender uma coisa que você não precisa.
Entre mil e cinco mil por ano, a decisão é de temperamento. É dinheiro suficiente para justificar uma ferramenta e pouco suficiente para justificar continuar na mão. O desempate costuma vir de uma pergunta diferente: quantas vezes você cobrou alguém que já tinha pagado? Se a resposta for mais que zero, o custo real é maior que o número da calculadora.
Acima de cinco mil, o resultado não é uma justificativa de compra e sim um diagnóstico. Nessa faixa, o gargalo raramente é conciliar mais rápido — é mudar como você recebe, e a página sobre estático versus dinâmico resolve mais que qualquer ferramenta resolveria.
A planilha, de graça
Com as colunas do OFX já mapeadas e a segunda aba que quase toda planilha esquece.